sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Para sempre existe só por vocês



Eu ainda olho para a janela da sala, e ainda me lembro daqueles dias de frio, que eu passava repartindo a coberta contigo vó, lembro de estarmos rindo por alguma coisa boba, de estarmos comendo pipoca, de estarmos simplesmente juntos, o vô na poltrona, vendo tv, meu pai sentado na cadeira, e minha mãe junto com a gente no sofá.
Me lembro dos domingos de almoço em família, dos churrascos que o vô fazia, do picolé logo depois, do pudim que eu recusava, mas meu pai adorava. Dos comentários sobre “e os namorados¿ e os estudos¿”
Me lembro dos natais, de quando ganhei uma boneca gigante, na época maior que eu, e que ríamos a toa, ríamos com a simplicidade, ríamos de nós mesmos.
Lembro de quando a vó me apertava bem forte no abraço e dizia “você sabe que você é minha neta numero 1 não é¿” “que a vó admira tanto você e que eu te amo tanto” 
Nos meus aniversários, ela dizia que eu merecia muito mais, muito mais que os presentes que eles me davam, mas eu ficava tão feliz, só de receber aquele abraço, mal me importava com os presentes, importava mesmo era eles ali. Importava mesmo o simples “parabéns” que eu recebia, o incentivo, a admiração, o carinho, o amor.
Eles sempre foram especiais, vou amá-los para o resto da minha vida. A importância é tão grande que eles ocupam um espaço em mim que eu me sinto pequena até demais.
Eles brilham no céu toda noite, eles brilham dentro de mim, eles continuam comigo. Todas as lembranças, todos os dias que passávamos juntos, todos os momentos de tristeza, e felicidade, estão guardados pra sempre na memória, porque não importa quanto tempo passe, eles serão lembrados.
Prometi a minha vó uma vez que quando eu publicasse um livro, eu iria dedicar à ela pois ela me incentivou muitas vezes a escrever, ela sempre me admirou, sempre disse que nunca era pra eu desistir, me levava na biblioteca quando pequena, e eu vou realiza-lo, por nós duas.
As vezes chega de madrugada, e eu não consigo suportar, sabe... as vezes é insuportável conviver com a ausência. Não faz sentido...
Mas o amor, ele não tem tamanho, ele não muda, ele não troca, ele não substitui, ele só aumenta. O amor não morre, nunca. O amor só se alimenta e sustenta dentro de nós.
Vocês eram bem mais do que especiais, bem mais do que avô e avó, eram tudo, e um pouco mais.

Vô: 13/02/2013
Vó: 16/03/2013

5 comentários:

  1. Q lindo Gaby...e como vc escreveu o amor nunca morre.
    Ah...e com certeza vc será feliz naquilo que escolher ser...escritora, jornalista, conhecedora do mundo :), mas será!
    T amo

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  2. Muito lindo Gabi!!
    Beijoos Marcella!

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  3. Gabi,

    Quando algo de ruim nos acontece. ficamos mais fortes e maduros. Considero um grande consolo o fato de saber que eles estão num lugar onde não há tristezas, maldade e nem dor.
    beijos tia Ivone.

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    1. Esse é o consolo que a gente leva, um lugar sem maldade...por toda a eternidade.

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  4. GABY O TIO AINDA NÃO CONSEGUE LER MAS VOU TENTAR DEPOIS ...........

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