Fiquei tanto tempo sem alma
Sem contínuo de palavras
Eu escrevia sem alma
Aplaudia sem palma
Doía lá dentro dos olhos da moça
Ela via que tudo era se despedir
Tudo dentro dela era se despedir
Quanto tempo ela deveria voltar
Quanto era o tempo pra voltar
Voltaria?
Haveria palavras?
Ó pobre moça, sem fala, sem alma, sem volta
Jogam ao vento
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir.
domingo, 24 de agosto de 2014
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Sempre por vocês
A saudade começa e termina. Começa com aquelas pontadas no peito durante a semana, aquela dor de cabeça insuportável e aquela insônia por meses, talvez por anos. Aquelas noites mal dormidas que tu acorda de madrugada e a unica coisa que consegue fazer é pensar em como era feliz naquele tempo. A saudade é aquela fraqueza do teu corpo quando não se tem mais líquido pra esbanjar a partir dos olhos. Ela começa na madrugada e termina com o sol nascendo. Ela termina? Sim, quando teu corpo todo para de tremer, quando tua pele está tão cansada e feia que você vê uma sujeira quando olha pro espelho. A saudade te deixa feio, fraco, pobre. .Te leva tudo o que você tinha de melhor, o teu amor, o teu carinho, o teu afeto. Aquilo que tu ganhou de melhor, tu perde quando escorre um rio de dentro de ti. Aquilo que tu ganha, termina. Se acaba, estraga, adoece. A saudade é uma doença, a saudade é eterna. Mas ela não é ruim, não é má, não veio nunca pra te trazer a maldade. Veio pra te ensinar a certeza da vida, a vontade de ser. Veio pra te ensinar e relembrar de que tudo tem volta, pelo menos naquele segundo. Veio pra te lembrar que amanhã é tarde demais, e que não, não se pode deixar nada pra amanhã o que você faria agora, neste exato momento. Eu queria ter pelo menos 5 minutos (e eu sei que já disse isso muitas vezes e sempre vou repetir) para abraçá-los novamente, dize-los o quanto eu sinto falta de todos os dias, de todos os meus anos vividos com eles. A saudade, é eterna. Mas eu sei que um dia eu irei de encontrá-los, e eu vou me lembrar de tudo isso, de toda essa saudade, e agonia, e dor, que eu senti, eu sei que tudo isso não é em vão. Não é maldade. É paz, é amor, eles são e sempre serão meus eternos vô e vó.
sábado, 15 de março de 2014
Silêncio da estrada da vida
No silêncio em que me encontro
Vendo as partidas distintas
Os braços e os abraços
Todas as flores vendidas
Caminho pela estrada da vida
Vejo deserto mas não vejo vida
Por onde anda todas as almas perdidas?
Idas e vindas
Me encontro mas me perco no mesmo segundo
Te encontro em meus braços
E aqueles abraços eram teus
Todas aquelas flores perdidas
Vividas e pela última vez, mortas
Me encontro mas me perco no...mesmo abraço
Teus braços...
Te perco.
Vendo as partidas distintas
Os braços e os abraços
Todas as flores vendidas
Caminho pela estrada da vida
Vejo deserto mas não vejo vida
Por onde anda todas as almas perdidas?
Idas e vindas
Me encontro mas me perco no mesmo segundo
Te encontro em meus braços
E aqueles abraços eram teus
Todas aquelas flores perdidas
Vividas e pela última vez, mortas
Me encontro mas me perco no...mesmo abraço
Teus braços...
Te perco.
domingo, 1 de dezembro de 2013
Escorre saudade
E ainda quando se fecha a porta, eu lembro-me daqueles meses
Daquelas semanas
Daqueles dias
Daquelas horas de sufoco e dor
Eu lembro-me do silêncio por si só
Quantos daqueles gritos eram de saudade e tudo pela verdade?
Quantas daquelas pessoas eram de plástico e tudo por mentira?
Sonhei que você estava bem aqui
Como deveria estar
Nada como um plástico
Nada com outra pessoa
Nada longe de mim
Eu sonhava e eu via, o teu mesmo sorriso aqui
E ainda quando se fecha a porta, você continua com o mesmo rosto
E eu não posso demonstrar verdade quando estou perto de ti?
Porque por mais que ninguém veja
O meu rosto escorre saudade
E vontade de te ver de novo
De sonhar outra vez, como daquela vez que tudo era surreal e perfeito
No meu rosto escorre...
Você outra vez.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Quase ontem
Me contaram, as estrelas em um dia nublado, cinzento. Que nada havia
dentro dela, nada além de pensamentos vazios, pedaços de carne, pele pálida. Ela parecia como um anjo, ela parecia
aqueles sonhos em que você acorda numa segunda-feira, e sorri com o
despertador. Ela era a metade da perfeição, porque a outra metade, eu iria
precisar descobrir nela. O coração poderia caber dentro da minha mão, e era
puríssimo, não havia descoberto ainda o erro interno.
Ela chorava junto com a chuva, ela escondia o seu rosto no meio dos seus
cabelos lisos, tentava arrancar de si mesma algo especial, mas não havia nada
que mudasse aqueles segundos de pânico, era ela que tentava se defender, até de
si mesmo. A chuva caía sobre ela, eu sabia que deveria resgatá-la, mas eu
simplesmente não conseguia tira-la dali. Ela era invisível á outros olhos. Mas
perfeita, aos meus.
As estrelas não mentem, e não omitem, elas escorrem a verdade, e o
segredo. Nada mais é aberto, nada mais é fechado, tudo se passa indiretamente
previsível, nada se esconde. Eu tentei entrelaçar meus dedos nos dela, mas ela
chorava tanto que não podia me abraçar, o abraço ali seria uma doença. Talvez a
ajudasse, mas quando eu a soltasse, ela iria entrar em prantos novamente. Essa
era a minha pequena, desabando com o coração nas mãos, sangrando de dor e
saudade...
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Para sempre existe só por vocês
Eu ainda olho para a janela da sala, e ainda me lembro
daqueles dias de frio, que eu passava repartindo a coberta contigo vó, lembro
de estarmos rindo por alguma coisa boba, de estarmos comendo pipoca, de
estarmos simplesmente juntos, o vô na poltrona, vendo tv, meu pai sentado na
cadeira, e minha mãe junto com a gente no sofá.
Me lembro dos domingos de almoço em família, dos churrascos
que o vô fazia, do picolé logo depois, do pudim que eu recusava, mas meu pai
adorava. Dos comentários sobre “e os namorados¿ e os estudos¿”
Me lembro dos natais, de quando ganhei uma boneca gigante,
na época maior que eu, e que ríamos a toa, ríamos com a simplicidade, ríamos de
nós mesmos.
Lembro de quando a vó me apertava bem forte no abraço e
dizia “você sabe que você é minha neta numero 1 não é¿” “que a vó admira tanto
você e que eu te amo tanto”
Nos meus aniversários, ela dizia que eu merecia muito mais,
muito mais que os presentes que eles me davam, mas eu ficava tão feliz, só de
receber aquele abraço, mal me importava com os presentes, importava mesmo era
eles ali. Importava mesmo o simples “parabéns” que eu recebia, o incentivo, a
admiração, o carinho, o amor.
Eles sempre foram especiais, vou amá-los para o resto da
minha vida. A importância é tão grande que eles ocupam um espaço em mim que eu
me sinto pequena até demais.
Eles brilham no céu toda noite, eles brilham dentro de mim,
eles continuam comigo. Todas as lembranças, todos os dias que passávamos
juntos, todos os momentos de tristeza, e felicidade, estão guardados pra sempre
na memória, porque não importa quanto tempo passe, eles serão lembrados.
Prometi a minha vó uma vez que quando eu publicasse um
livro, eu iria dedicar à ela pois ela me incentivou muitas vezes a escrever,
ela sempre me admirou, sempre disse que nunca era pra eu desistir, me levava na
biblioteca quando pequena, e eu vou realiza-lo, por nós duas.
As vezes chega de madrugada, e eu não consigo suportar,
sabe... as vezes é insuportável conviver com a ausência. Não faz sentido...
Mas o amor, ele não tem tamanho, ele não muda, ele não
troca, ele não substitui, ele só aumenta. O amor não morre, nunca. O amor só se
alimenta e sustenta dentro de nós.
Vocês eram bem mais do que especiais, bem mais do que avô e
avó, eram tudo, e um pouco mais.
Vô: 13/02/2013
Vó: 16/03/2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Preço de uma vida
A gente fala de desperdício de vida mas não sabemos o preço disso.
Então não temos o direito de falar, se expressar.
Nós não sabemos do valor de cada sentimento, nós nunca sabemos o que há dentro de alguém de verdade.
Nós somos feitos de plástico, nós somos uma bolha de sangue, e independente do que ela seja, de qualquer forma
nós sabemos que irá explodir.
Nós não nos importamos, porque se o fizéssemos, seríamos capazes de correr atrás do nosso amor.
Mas não, a gente simplesmente passa uma vida inteira tentando encontrar alguma forma de estar perto, mesmo
não estando.
O plástico é curto, a vida é curta. Mas nós também não sabemos o quão curta é.
Eu posso virar a esquina e seguir até em casa, como eu posso virar a esquina e ser atropelada.
E aquele ultimo sorriso e abraço que tu me deu, eu não saberia que eles seriam os últimos.
Por mais que tentamos, nós simplesmente não conseguimos. Não conseguimos proceder.
Passam-se dias, semanas, meses, e anos e nós simplesmente esperamos algo acontecer, e no final...
nada acontece.
nada se repete.
ou se muda.
ou troca.
Simplesmente continua.
E as vezes eu me odeio por isso.
eu me odeio tentar falar e não conseguir.
me odeio por tentar evitar pensamentos e sentimentos, e não conseguir.
o que será que somos na verdade?
porque agimos dessa forma se na verdade, no final não importa o quanto eu fiz, o final é o mesmo para todos?
a vida é curta, me perdoa por não saber o quão curta ela é.
a falta, a saudade não é sentimento, ela é vida. A saudade é vida, ela sim vive.
Pra sempre.
Em qualquer corpo.
Em qualquer esquina.
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