terça-feira, 3 de setembro de 2013

Preço de uma vida

A gente fala de desperdício de vida mas não sabemos o preço disso.
Então não temos o direito de falar, se expressar.
Nós não sabemos do valor de cada sentimento, nós nunca sabemos o que há dentro de alguém de verdade.
Nós somos feitos de plástico, nós somos uma bolha de sangue, e independente do que ela seja, de qualquer forma
nós sabemos que irá explodir.
Nós não nos importamos, porque se o fizéssemos, seríamos capazes de correr atrás do nosso amor.
Mas não, a gente simplesmente passa uma vida inteira tentando encontrar alguma forma de estar perto, mesmo
não estando.
O plástico é curto, a vida é curta. Mas nós também não sabemos o quão curta é.
Eu posso virar a esquina e seguir até em casa, como eu posso virar a esquina e ser atropelada.
E aquele ultimo sorriso e abraço que tu me deu, eu não saberia que eles seriam os últimos.
Por mais que tentamos, nós simplesmente não conseguimos. Não conseguimos proceder. 
Passam-se dias, semanas, meses, e anos e nós simplesmente esperamos algo acontecer, e no final...
nada acontece.
nada se repete.
ou se muda.
ou troca.
Simplesmente continua. 
E as vezes eu me odeio por isso.
eu me odeio tentar falar e não conseguir. 
me odeio por tentar evitar pensamentos e sentimentos, e não conseguir.
o que será que somos na verdade?
porque agimos dessa forma se na verdade, no final não importa o quanto eu fiz, o final é o mesmo para todos?
a vida é curta, me perdoa por não saber o quão curta ela é.
a falta, a saudade não é sentimento, ela é vida. A saudade é vida, ela sim vive.
Pra sempre.
Em qualquer corpo.
Em qualquer esquina.

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