segunda-feira, 25 de julho de 2011

Meia noite


Todas as janelas trancadas
Todos só querem esperar o sangue frio acabar
As portas fechadas e as chaves todas no chão
Esperando por um ajudante no tempo
Mas eles se esfarelam ao vento
Ao vento de qualquer céu
Perdidos em uma pequena caverna
Enterrados após as montanhas frias
Nem sinal de passos e nem do que sobra
O resto é tão simples
Quem iria se importar?
Está perdido o que foi visto
O tempo corre tão rápido
As pernas tremem
Os corpos se escapam
E todo esse orgulho pra servir de opção
Qualquer opção à luz do vento
Vocês simplesmente desaparecem do universo
Depender de quem pra voltar atrás?
Oferecer a melhor opção
Calar-te em uma só ocasião
A dor é sempre mais profunda
Ninguém compra pelo o que faz, apenas pelo o que é
Não fazem mais pessoas grandes
As altas se afundam tão longe da cidade
Está perdido o que foi visto
Os corpos se escapam
Não há vidas
Não há vidas eternas
Somente a dor
Que se passa com um sorriso de meia noite
Os anjos dormindo ao meu lado
Ainda posso sentir...
O azedo da amargura, e não há
Os que sobram são somente os que vencem
E os que vencem são os que fortalecem os fracos
Todos passam, todos correm
E nem todos chegam
O caminho é tão longo
E o prazo é pequeno
Acabará quando os fortes enfraquecerem

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