Carne fraca, passagem de um assombrado passado me afogando
Eu só queria que as coisas passassem rápido
E que nada ficasse na memória
A gente acaba suportando o vento
E às vezes é tão normal, mas eu suportei o meu possível
Sinto como se minhas lágrimas me afogassem em momentos de guerra
As madrugadas sempre são iguais, sujas com a mesma carne
Vocês, parados no meio do mundo
E não se fala de outra coisa.
A luz era tão forte, era tão limpa. E com o tempo, isso vai se acabando.
Mas eu ainda vejo um pouco da luz, a luz que invadiu minha mente.
Não há outra escolha, ninguém precisa ouvir
No meio da madrugada eu vago por abrigo
Procuro respiração, e ainda me sinto trancada.
Eu sei que não vai passar, eu sei que está perto de chegar ao fim.
Mas mesmo assim, conto as escolhas, e o rumo é frágil.
Ninguém vê, são só ouvintes de um grande segredo.
Os que entendem, e os que sentem, e você não sente falta
Acabou? Ainda está começando, você não se lembra dos dias bonitos?
Não há. Aquilo foi uma máscara que estava prestes a cair.
E já faz algum tempo que caiu, e ainda está sujo, e podre.
Podre de amor, sujo como um lixo. A luz ainda não apagou.
A carne ainda está fraca, e ainda têm o resto da madrugada.
Feche os olhos e lembre a aberração, conflitos e confusão
Ainda escuto o barulho do desespero
Desespero incansável.
Você se foi.....
O que eu estou fazendo aqui?
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