
Árvores quebrando com o vento frio lá fora.
Aqui dentro é tão constante, as paredes parecem planas, não há sinal de barulho e todas as janelas estão trancadas.
Pessoas estão fincadas em um alfinete como se nada do que pensasse fosse ampliado. Desistindo pela pressão e o amor se desmancha, mais uma vez.
Quem são todos aqueles loucos lá fora?
O frio está aí pra quem quiser sair do pavor do calor, e até para aqueles que não sabem amar.
Esperando a próxima criança nascer de novo, as histórias estão enganadas.
Todos bem cobertos com o medo e as mãos ainda tremem. E até seus pensamentos acabam congelando e você no outro dia já não é mais quem foi ontem.
Os dias vão passando, as estações mudando, os corações se apagando e crescendo como uma injeção de aplicação noturna. Ninguém mais esquece, o tempo já é outro.
Se não é agradável lamentar em uma noite de chuva, o seu quarto já está branco, as luzes apagadas e o barulho do silêncio e o vento correndo por toda casa.
É o tempo em que seus pensamentos flutuam por todo espaço apertado, e que pessoas se destacam por fazerem artes novas.
O que importa é que amanhã vai mudar de número no calendário e você precisa dormir hoje novamente.
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