Em passos rápidos, cabeça baixa, músicas em seus ouvidos e ignora ao seu redor.
Com palavras delicadas e passa tudo que sente para um pequeno papel. Pele clara e quase sorriso, vivendo assim no temor de uma extrema dor. Em seus olhos, a dor da decepção despercebida, quase não liga. Sei que há uma mancha dentro dele que o machuca, sei que o silêncio o domina. Bonito são suas palavras que, de fato verdadeiras. Palavras embaraçadas, demonstrando um pouco da situação. Ignorando e até se importando...
Seus olhos sempre bem abertos.
Creio que, mãos geladas e aflição.
Sei que seu olhar fala mais do que as palavras, ainda não consegui ver o seu olhar.
Imagino em um lugar tão obscuro, sentado no meio fil, escrevendo sobre sua vida, sobre pessoas especiais e até sobre sua alma.
Palavras avançadas, delicadas e doloridas. Expressas entre uma e outra.
E observando ao máximo o conhecimento de alguém frio. Sem a mente de meninos como iguais.
Observar seria sua obsessão. E sempre rápido nos passos. Continua obcecado por palavras, e o que transparece é a sua mente culta.
Pode até não concordar com minhas palavras e até dizer ao contrário, mais isso é só o que eu penso.
Pensamentos que de tal forma me cegam ao anoitecer, observando a calúnia de manhã.
Um quase meio sorriso parecido, tão perto de chegar a abrir. E pensa, pensa nas suas próximas palavras em um determinado momento.
Um alguém que eu admiro e tanto, um alguém que acorda todos os dias vendo o dia como ontem, aquele que não se deixa levar por hipócritas.
Aquele que ficará marcado em um enorme livro. E que ainda por cima se levanta, e procura forças.
Obrigada. Maico.
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