
Lamentos e choros... E o que eu me torno agora?
Como voltaria vivo para casa, se nem meus braços me aguentam mais. Um dia de posses e você aí, segurando nas mãos meus braços cansados e machucados.
Porque me veio você na alma?
Totalmente sem nexo, você depois de mim. E se o mundo fosse nosso, quanto iria sobrar para mim? Suas atitudes me deixam com saudades, sua capacidade intensa, no meu bolso guardei os argumentos. Mais lhe pergunto aonde está o oxigênio do mundo dado a você e a mim? Quem ousaria tentar alcançar o que é meu? Somente ilusões doce olheiras.
Voltaria atrás se fosse possível encontrar, o que era seu e o que era meu.
Dentro de preconceitos aguentei, saudades e vergonhas passei. Pediria seu sorriso em casamento, mas sua alma é tão suja quanto a minha.
Procurei tantos obstáculos para no final parar por aqui, sendo assim seus argumentos rasgaram-se entre meios que me ocuparam.
Não achei necessário as nuvens lá fora, o tempo tão justo, mais eu e você tão sujos.
O que eu me torno agora?
Você me trouxe ao outro lado do mundo, e talvez poderia entregar aos teus braços todo o meu sofrimento. Mais você tem mais do que eu, sofro o que suas palmas das mãos já estão rasgadas, sofro já o seu passado.
Posso ver em seus olhos a grande tristeza, quantos furos no mundo.
O que eu estou fazendo aqui?
Parecia tão simples e de repente sem vontade, me procure mais tarde.
Só consigo acreditar nas suas promessas cruéis.
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