
Que dia obscuro, vi seus passos na areia me procurando, cadê minhas forças pra levantar? Seu olhar ocupou meu espaço, sua força me tirou da fraqueza, mais eu não pude correr atrás. Já estava um pouco tarde de mais, sozinho longe do processo. Logo o sol já desaparecia, as músicas cintilavam pelas paredes, corriam em volta da minha cabeça, podia sentir o tremor de cada uma. E era só o que eu poderia escutar, além de ver seus rastros pra trás, eu temia por um sorriso, ou pelo silêncio mais uma vez. Mas, as músicas continuavam, simplesmente pelo fato do desespero me desocupar e procurar distância talvez, continuaria em busca do sorriso. Só mais uma vez, seu rosto branco a névoa por todo lado, e eu sentia o vento forte em minhas mãos, sentindo seus calafrios, sentia as suas lágrimas caindo em meus braços, poderia continuar? Talvez se eu pudesse ter força, o silêncio te calou amargamente, e eu fechei os olhos e senti o escuro, apertei suas mãos contra as minhas, e o suor nos limpava mais uma vez, e nem uma palavra se tocou diante do momento confuso, você e eu dentro de segundos, dentro de um espaço só nosso, e mais nada poderia nos deparar por um segundo se quer. Seu rosto parecia tão limpo, suas mãos tão bonitas, poderia apreciar cada pedaço de você, o silêncio nos cortou e mais uma vez pude sentir suas mãos.
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