quarta-feira, 2 de março de 2011

Me desculpe

É aqueles momentos em que você parece querer dormir para sempre.
Ouvir as pessoas comentarem coisas que você quer esquecer.
Um momento de silêncio, de isolamento.
Eu vejo você.
Pode estar longe, mais tão perto. Eu sei que você ainda pode sentir.
Vejo o amanhecer se apagando, e vindo logo uma noite cinzenta, me perdendo no meio.
E por lá posso sentir minha alma se queimando, me impedindo de poder expressar isso.
É tão fácil para aqueles que nunca puderam sentir, ou para aqueles que julgam essa solidão.
Eu ainda preciso ter forças, e já parece ser fácil novamente.
Quem poderá entender o meu silêncio intenso?
E quem poderá entender que isso me prendeu?
Eu só fico repetindo em meu pensamento: ME DESCULPE! ME DESCULPE!
E você sem ao menos entender, tentando demonstrar que ainda permanece ali.
Mais nem palavras podem expulsar isso, o que você pode ver é realmente bonito e diferente.
O dia já começa em fumaça vermelha, exaltando o céu, e eu ali sentada com toda a raiva nos pulsos. Já posso te ver lá fora, quase sumindo, se perdendo entre a fumaça, desiludindo.
Eu sei que você pode ver, que quer entender, mais nem meu coração quer me mostrar, talvez eu deva deixar o silêncio se cansar de mim, e mais um dia passar.
Talvez ainda seja o dia me atrapalhando, pessoas me confundindo e olhares não encontrados.
Sua volta foragida, eu posso ver os seus passos em cinzas, tente refletir no que pode chegar, até aonde a sua força vai, até aonde você vai.
O caminho te esconde, mais eu ainda posso te ver.

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