quinta-feira, 10 de março de 2011

Eis minhas dúvidas

E no meio de grandes pessoas, o que eu só queria era um lugar vazio, e que todas aquelas palavras fossem tiradas. O que poderia ser mais limpo do que um sorriso ingênuo ou um ar ruído por silêncio? Mais alguns gestos restando, pessoas se comunicando por volta do tempo passado. Uns sorrisos abstratos, outros esquecidos ou adotados.
Um começo de um novo dia já assim, tragando em sua mente comunitária, e todas aquelas pessoas desperdiçadas. Mais que aberração suando com o vento, porque não mais o valor de uma folha? Foram só pensamentos despencados e sempre querendo me machucar, de algum modo sempre me incomodando. Quem iria estar ali pra ouvir minhas palavras machucadas, ou sentir o coração afundado? Talvez nenhuma pergunta seria respondida. E eu já tinha feito várias, já tinha minhas dúvidas pulsando em mim.
O sol parecia tão bonito, as flores tão amareladas, algumas até arroxeadas, mais sempre teve espinhos por trás do bonito.
Quem iria provar o belo do seco?
Você acha que pode distinguir tudo isso?
E até o céu sobre as estrelas, e a mente com a alma.
A noite encantada se misturando com o cinzento do mar. Eu já fui assim, mais hoje, o que eu queria era esquecer o tempo. Ele vem correndo tão rápido que mal consigo parar para sentir o vento batendo em meu rosto.
Talvez ela seja mais sentimental que eu, ou eu gostaria muito que ela estivesse aqui. Mais no final vejo minha aberração no espelho, e grito pra socorrer o ''você e eu para sempre.''
Sinto muito para os que acreditaram, as palavras são assim, tente o silêncio...Talvez.

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