quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O brilho do seu olhar


A vida faz nos chamar atenção por aqueles que estão procurando o mesmo. Um dia percebemos que algo de errado por mais achando tudo certo, algo faz sentir falta. E por meio do seu cômodo eu acho que consegui a resposta pro meu desempenho. Sinto falta por aquilo que talvez sente falta de mim, ou tira algum pedaço de mim que é doloroso calculadamente. Muitas vezes na vida por mais despercebidos que possamos ser, queremos algo próprio, chamativo e seguro. Algo que venha somente da gente, e que a gente possa ser somente dele (a). E naquele olhar passivo, nos deparamos olhando o sorriso de alguém que procura algo como a gente. Alguém que queira buscar algo como o próprio, e acabamos achando por aquele que nos esperou, aquele que procurou pelo mesmo sorriso silencioso e olhar intenso. Achamos a pessoa, por quem acabamos nos apaixonando assim, ou pelo menos nosso coração gritou por um momento que você jamais pode ter notado. E depois disso vem nos nossos pensamentos por algum longo e substituído tempo por ousadia, e ficamos tão sem graça ou tão nervoso quando ouvimos o seu nome, ou sentimos chegar mais perto, talvez nos deixem fixados por somente aquilo. E isso se passa a se fazer bem por nossos pensamentos que criamos todos os dias pela nossa cabeça, e o que mesmo sentimos depois daquilo? Acho que não sabemos explicar, ”congelamos” melhor assim. Mais é um sentimento bom, por mais que aquilo demore pra se resultar, é algo que não podemos ficar sem algum dia relembrar. E agora qualquer toque o seu sorriso já fica mais bonito do que todos os outros, e o seu olhar me cega pelos cantos, sentimos aquele frio subindo cada vez mais rápido. O tempo se passa mais devagar, por somente demorarmos algum tempo se estranhando, ou sorrindo sem motivo. E isso faz ficarmos por mais tempo pensando em todos os sorrisos e palavras jogadas, e momentos inesquecíveis. As lágrimas podem se aparecer esparramadas pelo rosto às vezes, mais não conseguimos mais viver de outra coisa, além dos pensamentos exaltados e coisas absolutas, nos deixam bem, ou mais próprio, nos fazem bem. Vivemos somente daquele brilho que já se passa ser automático, se passa ser somente seu.

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